sexta-feira, 4 de março de 2011
Bolsa esmola
Bem, a meu ver, aquilo só tem servido pra alimentar a bebedeira e a preguiça do zé - cachaça de boteco de esquina. O povo brasileiro já é, em geral, preguiçoso. Arranjando quem lhes dê as coisas, sem ter que trabalhar, o que podem querer mais?
Muitos empregados domésticos, atualmente, preferem ficar desempregados a deixar seus patrões assinarem suas carteiras de trabalho, pois, assim, perderiam a bolsa esmola. Vejam que mentalidade! E vejam o que de ruim isso causa pro país.
Ao invés de dar essa mixaria paternalista, deveriam criar e incentivar postos de trabalho para dar oportunidade a todos de trabalharem e viverem com dignidade.
Já dizia Luiz Gonzaga: " dar esmola a um homem que é são / ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão".
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Ponta de faca
Da vida não levo nada do jeito que a vida vem
Depois de fechar os olhos não adianta ser alguém
Da vida não levo nada do jeito que a vida vem
Depois de fechar os olhos eu não sou ninguém
E me vejo parado pensando nas coisas do mundo
Eu as vezes duvido que o povo tenha a voz de Deus
É o que o homem às vezes se sente mais realizado
Se ao invés de dizer parabéns ele fala coitado
À primeira vista, soa como uma música brega, porém o que realmente existe nessa letra é uma profunda reflexão sobre a nossa existência. Música interessante, de uma pessoa interessante. É uma reflexão sobre a existência humana - suas dúvidas, suas indecisões, seus temores, as dificuldades em tomar decisões e as decisões erradas, tomadas de modo precipitado, e o posterior arrependimento. Revela também um desencanto e uma descrença de que haja algo divino no homem e nega a existência após a morte. Em resumo: traz uma mensagem pessimista e tudo leva a crer que deveria estar passando por um momento difícil na vida. Grande Neneo!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Obra de arte!
Uma carta ao Noblat, do O Globo.
Carta aberta ao jornalista Ricardo Noblat, respondendo a uma agressão insólita e desnecessária que fez, ontem, em seu blog, a Lula, dizendo que lhe falta, desde que decidiu eleger Dilma, “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”. Retirei do blog do Brizola Neto (Tijolaço) e reproduzo aqui. Leiam e se deliciem!
Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?
Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.
Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.
O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.
O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.
As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.
Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.
Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.
A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.
Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.
domingo, 24 de outubro de 2010
Tiro no pé
Sabe, às vezes fico pensando: a Internet foi um tiro no pé do capitalismo selvagem. Foi a criatura voltando-se contra o criador. Ela tem prestado serviçoes relavantíssmos à sociedade e dado uma certa dor de cabeça aos gananciosos por lucro fácil e aos plantadores de mentira.
Aqui, se pode desmentir. Na televisão e no rádio, você só consegue engolir, não dá pra reagir nem debater.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Campanha eleitoral
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
No JN, a “paginação” dos sonhos de Serra
por Luiz Carlos Azenha
O Jornal Nacional escondeu, mais uma vez, o Paulo Preto.
Nenhuma reportagem investigativa, nenhuma entrevista a respeito, absolutamente nada. Nem um segundinho sequer.
Presumo que o PT já sabia que seria assim, nesta campanha: Erenice, 1.435 manchetes e reportagens investigativas; Paulo Preto quem?
Porém, hoje me chamou a atenção a paginação do jornal.
O JN deu longa cobertura ao resgate dos mineiros, com todos os detalhes religiosos (crucifixos, orações, etc).
Break para a propaganda eleitoral.
Propaganda de José Serra com apelo “religioso”.
Propaganda de Dilma Rousseff.
Bloco policial.
Cobertura eleitoral, com José Serra falando em “união nacional”, à chilena.
Pesquisa com queda de Dilma e ascensão de Serra, comparando um Ibope de segundo turno hipotético com o Ibope de um segundo turno real.
Pano rápido.
É conferir para ver se existe nisso algum padrão kameliano.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Todo mundo adora o Lula
O Brasil adora o Lula
Os ricos adoram o Lula
Os pobres adoram o Lula
Os empresários adoram o Lula
As associações adoram o Lula
Os políticos adoram o lula
Todos, da situação, da oposição adoram o lula
A dona de casa adora o Lula
Os banqueiros adoram o Lula
Os catadores de papel adoram o Lula
Os blogueiros adoram o Lula
Os cachaceiros adoram o Lula
Os sóbrios adoram o Lula
Os ateus adoram o Lula
Deus é brasileiro e adora o Lula
Os banqueiros adoram o lula
A imprensa golpista adora o lula
A imprensa da boa notícia adora o lula
Os velhos adoram o Lula
As crianças adoram o Lula
Os católicos adoram o Lula
Os evangélicos adoram o Lula
Os da opus dei adoram o Lula
Os flamenguistas, os corinthianos, os palmeirenses,
Os vascaínos, os botafoguenses adoram o Lula
Os gremistas adoram o Lula
Os torcedores do Íbis adoram o Lula
Quem não gostava do Lula, agora adora o Lula
Os árabes, os palestinos, a África adora o Lula
Os japoneses, os chineses adoram o Lula
Fidel adora o Lula
Os judeus, os israelenses adoram o Lula
A Europa, os reis as rainhas adoram o Lula
Os árabes, os palestinos adoram o Lula
E o Obama QUER ser o Lula
A ONU adora o Lula
Os gays adoram o Lula
Os homofóbicos (são gays também) adoram o Lula
As lésbicas adoram o Lula
Os estudantes adoram o Lula
Os indianos,os russos, os chilenos adoram o Lula
Os artistas, os músicos adoram o Lula
Os humoristas adoram o Lula
Os universitários adoram o Lula
Os professores, os aposentados adoram o Lula
As putas adoram o Lula
As crianças adoram o lula
Os católicos adoram o lula
Os evangélicos adoram o lula
Os adoradores de cabra adoram o lula
Os que comem cabra também adoram o lula
Você também adora o Lula.
Enfim, todos adoram o Lula.